# Dissidente > Desafiar o presente, imaginar o futuro ## Posts - [A farsa de Trump na ONU: superinteligência e negacionismo climático](https://dissidente.net/a-farsa-de-trump-na-onu-superinteligencia-e-negacionismo-climatico/): A mudança de nome da Inteligência Artificial para "superinteligência", anunciada por Trump na ONU, não é um mero capricho linguístico. É uma estratégia de poder: transformar a IA em um objeto de fé, intocável e inquestionável, para justificar seu controle por uma elite tecnocrática. Enquanto a China avança na corrida tecnológica, os EUA tentam impor uma narrativa de supremacia, desumanizando o debate e desviando a atenção dos problemas reais: quem controla a IA, como ela é regulada e a quem ela serve. - [A democracia em tempos de não-coisas: a colonização do imaginário e a morte da capacidade crítica](https://dissidente.net/a-democracia-em-tempos-de-nao-coisas-a-colonizacao-do-imaginario-e-a-morte-da-capacidade-critica/): Em uma época em que o debate público foi reduzido ao espetáculo da indignação encomendada, a democracia não morre por um golpe dramático, mas pela erosão silenciosa do pensamento crítico. O verdadeiro campo de batalha contemporâneo não é apenas político ou econômico; é a disputa pelo controle do nosso imaginário e pela sobrevivência da própria educação pública. - [A eleição sob a ação do falso herói e da massa incontinente: akrasia e degeneração](https://dissidente.net/a-eleicao-sob-a-acao-do-falso-heroi-e-da-massa-incontinente-akrasia-e-degeneracao/): Em setembro de 2026, a política brasileira se resumiu à ação de um falso herói e de uma massa incontinente. Ele, movido por paixões e interesses privados; ela, cega pela akrasia e pela degeneração, aplaudindo o que a destrói. A eleição se tornou palco de mais uma farsa, como outras encenadas na história republicana. - [Sociologia para além dos muros e a imaginação como resistência](https://dissidente.net/sociologia-para-alem-dos-muros-e-a-imaginacao-como-resistencia/): Em um mundo onde algoritmos manipulam comportamentos, elites desprezam a coexistência e o capitalismo de plataformas precariza o trabalho, a sociologia deve ser resistência. Ferramenta para conectar biografias a estruturas históricas, desmontar ilusões de época e recriar o mundo. Uma sociologia pública, que recusa a alienação e aposta na imaginação como arma contra a naturalização da opressão. - [A armadilha do catastrofismo: o desespero como produto do capitalismo](https://dissidente.net/a-armadilha-do-catastrofismo-o-desespero-como-produto-do-capitalismo/): Vivemos uma era de catastrofismo fabricado. A insegurança é vendida como verdade absoluta, a esperança como ingenuidade, e a ação coletiva como ilusão. Em um mundo onde as redes digitais e a mídia corporativa ditam o que é real, não surpreende que muitas pessoas se refugiem na conservação da ordem. Mas essa não é a saída. - [Os liberticidas, a mentira industrializada e a destruição da democracia](https://dissidente.net/os-liberticidas-a-mentira-industrializada-e-a-destruicao-da-democracia/): Vivemos um tempo em que os algozes da liberdade se apresentam como seus paladinos, e os defensores da mentira, como vítimas. Os liberticidas, com sua retórica de ódio e sua fé cega em palavras vazias corrompem a democracia por dentro, transformando a alienação em programa e a ignorância em virtude. Este é o retrato de um Brasil onde a verdade se tornou refém de interesses antinacionais e antipopulares. - [Mídia e judiciário no processo de desestabilização da democracia brasileira](https://dissidente.net/midia-e-judiciario-no-processo-de-desestabilizacao-da-democracia-brasileira/): Enquanto a Constituição de 1988, a "Constituição Cidadã", completa mais de três décadas como pilar da democracia brasileira, setores reacionários intensificam sua investida para desestabilizá-la. Com estratégias que incluem lawfare, vazamentos seletivos e a instrumentalização política do Judiciário, a democracia brasileira enfrenta uma erosão silenciosa. Em meio a um cenário de manipulação midiática, o país assiste à ascensão de um projeto autoritário que ameaça as conquistas sociais e os direitos fundamentais. - [Capital financeiro e eleições brasileiras: o povo na linha de tiro](https://dissidente.net/capital-financeiro-e-eleicoes-brasileiras-o-povo-na-linha-de-tiro/): O capitalismo financeiro não tem mais onde se esconder. Com pilhas de capital acumulado e sem realização na economia real, o sistema precisa destruir para reiniciar seu ciclo de acumulação. Nas eleições de 2026, o povo brasileiro está na linha de tiro entre a precarização do trabalho, a concentração de riqueza e o autoritarismo que sempre volta para garantir os privilégios dos rentistas. A democracia e os direitos sociais, mais uma vez, sob ataque. - [O jantar de Flávio Bolsonaro e a guerra contra o Estado social](https://dissidente.net/o-jantar-de-flavio-bolsonaro-e-a-guerra-contra-o-estado-social/): Em um jantar discreto, Flávio Bolsonaro selou com banqueiros e gestores de investimento o destino que o mercado financeiro reserva ao Brasil: austeridade, cortes em direitos sociais e o desmonte do Estado como projeto de nação. Não foi um simples encontro, mas um ato de guerra contra o Estado social, repetindo a estratégia que, em 1954, levou Getúlio Vargas ao suicídio e, hoje, mira Lula e a Constituição de 1988. - [A mídia corporativa e a desestabilização da democracia](https://dissidente.net/a-midia-corporativa-desestabilizacao-da-democracia/): A sabatina de Lula na Globo não foi jornalismo. Foi um ato político. Em 40 minutos de entrevista, 25 foram dedicados à corrupção. A mídia corporativa brasileira tem lado e sua estratégia é clara: associar, repetir e manchar. Enquanto a extrema-direita avança com discursos moralistas e sem propostas, a mídia insiste em pautar o debate pela indignação, alimentando o clima de escândalo que beneficia os inimigos da democracia. - [O Brasil, a morte da laicidade e a captura do Estado](https://dissidente.net/o-brasil-a-morte-da-laicidade-e-a-captura-do-estado/): O Brasil é um Estado laico na teoria. Na prática, juízes evangélicos se organizam em associações como a Anamel, o STF abriga um ministro que admite "períodos de infelicidade" e o Legislativo é refém de bancadas que transformam a Bíblia em código de leis. A laicidade, um pilar da República, está morrendo. E o povo, mais uma vez, assiste a tudo bestializado. - [Lula e a democracia amesquinhada em debates espetacularizados](https://dissidente.net/lula-e-a-democracia-amesquinhada-em-debates-espetacularizados/): Os debates entre candidatos não são mais um espaço de diálogo, mas um palco de espetacularização e desinformação. Em entrevista concedida ao site Terra, com trechos utilizados na matéria "Estratégia, peso da IA e imagem com indecisos: como especialistas veem Lula ir ou não aos debates", analisei como a ausência de Lula pode ser uma estratégia de resistência em um cenário onde a democracia é amesquinhada por adversários que não primam pela verdade. - [André Mendonça: entre a fé, o poder e a parcialidade judicial](https://dissidente.net/andre-mendonca-entre-a-fe-o-poder-e-a-parcialidade-judicial/): O ministro do STF que abraçou Michelle Bolsonaro falando em línguas e chamou o ex-presidente de "profeta" agora investiga o filho de Lula com sigilo questionável. Esta é uma história da fé ao poder, da imparcialidade ao projeto político. - [Futebol, fascismo e o fim da ilusão](https://dissidente.net/futebol-fascismo-e-o-fim-da-ilusao/): O Morumbi já não é um estádio. É um set de filmagem. Os jogadores não são mais craques. São influencers de si mesmos. E eu, que um dia fui torcedor, assisto ao fim de um sonho coletivo. - [As eleições e as lições de Keynes para o Brasil](https://dissidente.net/as-eleicoes-e-as-licoes-de-keynes-para-o-brasil/): Insistem que o Brasil gasta demais. Mas os números desmentem. Enquanto EUA e Japão mantêm dívidas muito maiores, o problema brasileiro não é o tamanho do Estado, e sim sua estrutura. Em ano de eleições, as lições de Keynes são um antídoto contra o dogma da austeridade. - [O São Paulo que meu pai me deixou](https://dissidente.net/o-sao-paulo-que-meu-pai-me-deixou/): Meu pai me ensinou a amar o São Paulo de Leônidas, Porphyrio da Paz e das vitórias. Hoje, vejo o clube ser traído por dirigentes e jogadores que não entendem o que é o amor ao tricolor. - [Futebol, política e estereótipos: a Argentina da resistência popular](https://dissidente.net/futebol-politica-e-estereotipos-a-argentina-da-resistencia-popular/): A Argentina é frequentemente retratada como um país soberbo, mas essa visão esconde uma rica história de resistência popular contra a imposição de modelos alheios. Em entrevista à BBC Brasil, tentei desmontar o estereótipo, mostrando como o futebol, a política e a cultura argentina desafiam a ordem estabelecida. De Maradona a Milei, do potrero ao tango, a Argentina é um laboratório de tensões entre elite e povo, civilização e barbárie. Confira a entrevista completa, sem edições, e entenda por que a Argentina incomoda tanto. - [As eleições, o Supremo Tribunal e a ameaça autoritária](https://dissidente.net/as-eleicoes-o-supremo-tribunal-e-a-ameaca-autoritaria/): A democracia brasileira está em xeque. A extrema direita avança com uma estratégia para ganhar o Senado, cassar ministros do STF e aparelhar o Judiciário. Com 20% da Corte já sob controle — como admitiu Bolsonaro ao se referir a Mendonça e Nunes Marques —, o plano é enfraquecer as instituições, blindar aliados e usar o Direito como arma política. Sem um freio forte, o Estado de Direito pode virar história. - [A eleição presidencial e a batalha entre democracia e fascismo no Brasil](https://dissidente.net/a-eleicao-presidencial-e-a-batalha-entre-democracia-e-fascismo-no-brasil/): A eleição de 2026 no Brasil é uma batalha civilizatória entre democracia e fascismo, entre soberania e submissão ao capital financeiro global. Enquanto o governo petista defende a diversificação de parcerias (BRICS, China) e a redistribuição de riqueza, a extrema-direita busca desestabilizar o país para recolocá-lo sob o controle de um sistema que não pode realizar suas promessas sem destruir a si mesmo. - [1964 e 2026: o mesmo padrão de desestabilização](https://dissidente.net/1964-e-2026-o-mesmo-padrao-de-desestabilizacao/): Em 1964, os adversários da soberania usaram a imprensa para difundir a ideia de um “perigo comunista” e justificar o golpe. Em 2026, os mesmos instrumentalizam uma citação histórica de Lula para criar instabilidade. A estratégia é antiga: manipular a opinião pública, desestabilizar o governo eleito e impor interesses externos. A democracia brasileira, mais uma vez, está sob ameaça. - [O modelo Milei: a farsa neoliberal que a extrema-direita quer para o Brasil](https://dissidente.net/o-modelo-milei-a-farsa-neoliberal-que-a-extrema-direita-quer-para-o-brasil/): A extrema-direita brasileira sonha com o modelo Milei: superávit fiscal, inflação controlada e PIB em crescimento. Mas esconde que, na Argentina, esse “sucesso” macroeconômico é pago com informalidade recorde, salários em queda livre e um quarto da população na pobreza. A farsa do trickle-down esconde que o ajuste é para benefício dos ricos, o inferno é para o povo. - [A Argentina que Tarcísio não condecorou](https://dissidente.net/a-argentina-que-tarcisio-nao-condecorou/): Enquanto Tarcísio de Freitas estendia um tapete azul a Javier Milei no Palácio dos Bandeirantes, a Argentina verdadeira seguia de pé, resistindo à onda neoliberal que tenta apagar sua história de luta e soberania. A condecoração foi um ato de conivência com quem trata a democracia como obstáculo e a pátria alheia como moeda de troca. - [A pátria não se vende](https://dissidente.net/a-patria-nao-se-vende/): Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, condecorou Javier Milei com a mais alta honraria do estado no mesmo dia em que o presidente argentino discursou na convenção que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência. Uma cena que resume, em poucas horas, a submissão de parte da elite brasileira a interesses estrangeiros. - [A Geografia da alma e a luta da memória contra o esquecimento](https://dissidente.net/a-geografia-da-alma-e-a-luta-da-memoria-contra-o-esquecimento/): O Brasil não é um erro. É um Mediterrâneo nos trópicos: luz, mistura, corpo, vida. A elite e a extrema-direita querem nos transformar em um Norte frio, puritano e opressor. A batalha pela alma do país é, como diz o personagem Mirek, de Kundera, a luta da memória contra o esquecimento. E nós, o povo, somos a memória que resiste. - [O direito a não mentir: resistência à pós-verdade e ao fascismo](https://dissidente.net/o-direito-a-nao-mentir-resistencia-a-pos-verdade-e-ao-fascismo/): A história não regride, mas avança para um matadouro. E nós, suas vítimas, marchamos em direção ao abismo com bandeiras alheias nas mãos e mentiras na boca. Em um mundo onde a verdade é uma moeda desvalorizada e a política é um teatro de sombras, resta-nos uma pergunta: como resistir quando a própria realidade foi sequestrada? - [19 de julho, Dia Nacional do Futebol](https://dissidente.net/19-de-julho-dia-nacional-do-futebol/): Em 18 de julho de 2026, a BBC Brasil publicou uma matéria sobre o Dia Nacional do Futebol e a história do Sport Club Rio Grande, o clube mais antigo do Brasil. Colaberei com o repórter Edison Veiga usou para ajudar a enteder como a ditadura militar instrumentalizou o futebol como ferramenta de propaganda, como o Rio Grande resistiu ao esquecimento e por que o 19 de julho — data de fundação do clube — foi escolhido para a efeméride. - [Bets no Brasil: o cassino da desigualdade e a captura da esperança](https://dissidente.net/bets-no-brasil-o-cassino-da-desigualdade-e-a-captura-da-esperanca/): Em um país onde a desigualdade social é um fato básico da vida e a ascensão pelo trabalho é quase uma ilusão, as plataformas de apostas online (bets) encontraram terreno fértil. Mais do que um fenômeno econômico, as bets se tornaram um problema de saúde pública, alimentado pela conivência de políticos, pela captura algorítmica da subjetividade e pela promessa falaciosa de enriquecimento fácil. - [Bielsa, o último romântico](https://dissidente.net/bielsa-o-ultimo-romantico/): A seleção uruguaia foi eliminada da Copa do Mundo de 2026, e a mídia já encontrou o culpado: Marcelo Bielsa. A covardia de atribuir o fracasso a um único homem revela mais sobre quem o culpa do que sobre ele. Em um mundo onde o futebol virou entretenimento explorado por grupos financeiros, Bielsa é um resistente. E é por isso que o atacam. - [Educação cívica é a saída contra a barbárie](https://dissidente.net/educacao-civica-e-a-saida-contra-a-barbarie/): Em meio ao debate sobre a inclusão obrigatória de conteúdos de educação política e direitos da cidadania no currículo escolar, concedi esta entrevista à Sputnik Brasil. O projeto, já aprovado pelo Senado e aguardando sanção presidencial, é mais um capítulo na luta pela formação de uma cidadania crítica e informada, condição essencial para a sobrevivência da democracia em um país marcado por golpes, autoritarismo e a manipulação de massas. - [Lula, Messias e o custo da representatividade religiosa no STF](https://dissidente.net/lula-messias-e-o-custo-da-representatividade-religiosa-no-stf/): No dia 29 de maio, durante uma agenda oficial em Sergipe, o presidente Lula anunciou a intenção de reindicar Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Nexo Jornal, analisei os riscos dessa escolha: desde o reforço à lógica da representatividade religiosa em um Estado laico até o desgaste político frente a um Senado hostil. - [Em nome de Deus: a religião como arma da extrema-direita](https://dissidente.net/em-nome-de-deus-a-religiao-como-arma-da-extrema-direita/): Em nome de Deus, a extrema-direita global constrói seus demônios e justifica suas guerras. De Hitler a Trump, a religião é transformada em arma política: um instrumento de ódio, polarização e manipulação de massas. Mas a história mostra que, quando a fé vira ferramenta de poder, o que se perde é a humanidade. - [O futebol e a morte de um Brasil que cabia no estádio](https://dissidente.net/o-futebol-e-a-morte-de-um-brasil-que-cabia-no-estadio/): A camisa amarela, outrora símbolo de união, hoje é bandeira de ódio. E os jogadores celebram com gestos religiosos enquanto o capital celebra o fim de um esporte que já foi resistência. Ao povo resta a conversão ou o vício das apostas. - [A expressão "país do futebol" é só um slogan publicitário](https://dissidente.net/a-expressao-pais-do-futebol-e-so-um-slogan-publicitario/): Em junho de 2020, o Estado de São Paulo publicou este artigo que escrevi. Era ano de pandemia, sem Copa, sem estádio aberto. Mesmo com a tragédia, o futebol-negócio não parou. Seis anos depois, com a Copa de 2026 começando, republico o texto. O diagnóstico continua de pé. O paciente, que é o futebol, continua piorando. - [A pátria não veste chuteiras](https://dissidente.net/a-patria-nao-veste-chuteiras/): Em 1982, vesti uma camisa da seleção pela primeira e última vez. Hoje, não reconheço mais o futebol que amava. O jogo foi transformado em um espetáculo para ricos e brancos. A Copa de 2026 é a prova de que a FIFA enterrou o sonho de Jules Rimet. - [A Novilíngua do Grande Irmão do Norte](https://dissidente.net/a-novilingua-do-grande-irmao-do-norte/): George Orwell imaginou um mundo governado pela mentira organizada. Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força. A América Latina corre o risco de se tornar esse lugar: uma sombra projetada por uma potência em crise que, incapaz de liderar pelo exemplo, recorre à manipulação, à Novilíngua e aos seus capatazes locais para segurar o que já não se sustenta. - [A extrema-direita brasileira e a submissão da soberania](https://dissidente.net/a-extrema-direita-brasileira-e-a-submissao-da-soberania/): No 7 de Setembro de 2025, uma bandeira norte-americana de proporções gigantescas foi desfraldada na Avenida Paulista por manifestantes bolsonaristas. A cena resume melhor do que qualquer discurso o projeto político da extrema-direita brasileira: enriquecimento privado e submissão da soberania. - [Superficialidade, algoritmos e a crise da autoridade: os jovens e a rejeição do conhecimento](https://dissidente.net/superficialidade-algoritmos-e-a-crise-da-autoridade-os-jovens-e-a-rejeicao-do-conhecimento/): Há uma geração que não lê, mas julga saber; que não escuta, mas opina; que não pensa, mas compartilha. O cérebro moldado por likes e stories não tem paciência para o conhecimento. E a extrema-direita, as big techs e os gurus de plantão aplaudem. - [Flávio Bolsonaro: o candidato perfeito para quem quer o pior](https://dissidente.net/flavio-bolsonaro-o-candidato-perfeito-para-quem-quer-o-pior/): Num país onde o autoritarismo vira normalidade, a corrupção é naturalizada e a soberania é negociável, Flávio Bolsonaro não é um acidente, mas a consequência lógica de um sistema que premia a mediocridade e pune a democracia. Afinal, em um Brasil dominado por interesses privados, o ridículo não tem limites e o presidenciável é apenas o espelho de quem o apoia. - [O deus secular da Faria Lima e Flávio Bolsonaro, o herói da moralidade privada](https://dissidente.net/o-deus-secular-da-faria-lima-e-flavio-bolsonaro-o-heroi-da-moralidade-privada/): O deus-dinheiro tem novos profetas: Flávio Bolsonaro, o herói da moralidade privada que pede esmolas a banqueiros investigados, e o mercado, que oscila ao sabor de manchetes. No Brasil de 2026, a corrupção não é exceção, mas o sistema em pleno funcionamento. - [Roger Machado, o bode expiatório no 13 de maio tricolor](https://dissidente.net/roger-machado-o-bode-expiatorio-no-13-de-maio-tricolor/): No dia que marca a abolição da escravidão, o São Paulo demite Roger Machado. Mas a queda do técnico negro e consciente diz menos sobre o campo e muito mais sobre a elite que comanda o clube e a conivência de quem cala diante da injustiça. - [O 13 de maio nas calçadas do meu bairro: o passado que permanece e atormenta](https://dissidente.net/o-13-de-maio-nas-calcadas-do-meu-bairro-o-passado-que-permanece-e-atormenta/): O 8 de janeiro de 2023 não foi um acidente. Foi a expressão mais brutal da recusa das elites em aceitar que o Brasil possa ser, de fato, uma democracia. Para elas, a Constituição de 1988, que prometeu direitos sociais, é um estorvo, assim como a abolição foi, em 1888, um mal necessário. - [A guerra espiritual contra a República: teologia do domínio e o ataque à laicidade](https://dissidente.net/a-guerra-espiritual-contra-a-republica-teologia-do-dominio-e-o-ataque-a-laicidade/): Se um deputado muçulmano ou um vereador umbandista tentasse transformar o Congresso em mesquita ou terreiro, a mídia corporativa gritaria "separação entre Estado e religião". Mas quando é o neopentecostalismo que faz isso, o tratamento normalizado ainda persiste em muitos editoriais. Por quê? - [Da liberdade negativa à positiva: o 1º de Maio e a pauta inacabada da modernidade](https://dissidente.net/da-liberdade-negativa-a-positiva-o-1o-de-maio-e-a-pauta-inacabada-da-modernidade/): Direitos trabalhistas são direitos humanos. Essa afirmação, reconhecida pela ONU e pela OIT, tem raízes na Revolução Francesa e foi selada com sangue em Chicago, em 1886. Mas, se a igualdade perante a lei não vier acompanhada de igualdade material, ela é uma farsa. Neste 1º de Maio, o desafio é garantir que a liberdade não seja apenas a ausência de coação, mas a capacidade real de viver com dignidade. - [O Senado, o STF e a fascistização da democracia brasileira](https://dissidente.net/o-senado-o-stf-e-a-fascistizacao-da-democracia-brasileira/): A rejeição do candidato indicado por Lula ao STF pelo Senado não foi uma derrota política: foi um ataque à democracia. Comemorações como 'gol' em plenário, sabatinas sem debate de mérito e a normalização da obstrução revelam a estratégia da extrema-direita para corroer as instituições por dentro. Norberto Bobbio chamaria este processo de fascistização da democracia. O Congresso vira trincheira e o adversário é tratado como inimigo a ser aniquilado. - [No bar, a solidão e o fascismo: um relato sobre a morte do diálogo](https://dissidente.net/no-bar-a-solidao-e-o-fascismo-um-relato-sobre-a-morte-do-dialogo/): O bar, espaço por excelência de encontros e ilusões festivas, transformou-se em espelho da barbárie cotidiana. Nele, a solidão não é apenas um sentimento, mas uma prisão; não pela ausência de pessoas, mas pela impossibilidade de diálogo, o primeiro passo para a morte do espaço público e a ascensão do fascismo que se esgueira pela vida real. Quando o chopp é pago antes do fim e a conversa se esvai em ódio fabricado, resta apenas a sensação de que tudo está perdido. - [O São Paulo está linchando o próprio futuro](https://dissidente.net/o-sao-paulo-esta-linchando-o-proprio-futuro/): Jean Valjean foi perseguido por Javert por roubar um pão. Roger Machado é vaiado no Morumbi por aceitar um emprego. A diferença? Valjean tinha Victor Hugo para contar sua história. Roger tem apenas a fúria de uma torcida que, ao sacrificá-lo, está queimando o estádio por dentro. - [Fascismo com roupagem religiosa: o ataque aos direitos das mulheres nos Estados Unidos](https://dissidente.net/fascismo-com-roupagem-religiosa-o-ataque-aos-direitos-das-mulheres-nos-estados-unidos/): Nos Estados Unidos, uma cruzada reacionária busca revogar a 19ª Emenda da Constituição, que garante o voto feminino desde 1920. Líderes como Doug Wilson, teólogo e pastor, usam a Bíblia como justificativa para impor o patriarcado em todas as esferas da vida social. O que está por trás dessa ofensiva contra as mulheres? - [Bourdieu, Han e o neoliberalismo cultural: a alienação como projeto](https://dissidente.net/bourdieu-han-e-o-neoliberalismo-cultural-a-alienacao-como-projeto/): As universidades não formam cidadãos críticos. Em vez de questionar as desigualdades, ensinam a aceitá-las como "lei natural"; em vez de debater a exploração, vendem a ilusão de que 'você pode', desde que se esforce o suficiente. Mas o que parece um discurso de empoderamento é, na verdade, a face mais cruel do neoliberalismo: a transformação da alienação em projeto pedagógico. - [O Paraguai é aqui: a pátria como mercadoria](https://dissidente.net/o-paraguai-e-aqui-a-patria-como-mercadoria/): Em 2025, o Paraguai concedeu mais de 23 mil autorizações de residência a brasileiros. A maioria desses emigrantes se identifica com a extrema-direita bolsonarista e justifica a fuga com um discurso vago: ‘sonho de direita’, ‘fuga da opressão’, ‘menos impostos’. Mas há um detalhe revelador: quando precisam de saúde pública, voltam ao Brasil. O fenômeno expõe uma contradição central do nosso tempo: a classe média que clama pelo Estado mínimo é a mesma que depende dele para sobreviver. - [A vantagem da casa: a universidade não quer que você pense](https://dissidente.net/a-vantagem-da-casa-a-universidade-nao-quer-que-voce-pense/): As universidades não formam mais cidadãos. Formam clientes. Clientes que pagam mensalidades para receber um diploma que, no final, pouco vale. Como num cassino, a ilusão é tudo o que importa. - [Pachamama sob a sombra do autoritarismo: as trevas envolvem a América Latina](https://dissidente.net/pachamama-sob-a-sombra-do-autoritarismo-as-trevas-envolvem-a-america-latina/): Entre as profecias bíblicas e a crueza política de Fujimori, a América Latina de 2026 parece mergulhada em trevas. Enquanto elites bradam o nome de Deus para justificar a exclusão, as sombras do autoritarismo e da xenofobia se alongam sobre os Andes e o Brasil, revelando que a nossa 'modernidade' ainda carrega o ranço das senzalas e das colônias. - [Privilégios, hipocrisia e a destruição da justiça social](https://dissidente.net/privilegios-hipocrisia-e-a-destruicao-da-justica-social/): A família é sagrada só para alguns. A direita conservadora usa a Bíblia e o discurso moral para atacar a justiça social, enquanto milhões de brasileiros são esmagados por um sistema que os obriga a trabalhar até a exaustão e abandonar seus próprios filhos para criar os filhos alheios. - [O capitalismo dos inconsumíveis: big techs, extrema direita e a morte da experiência humana](https://dissidente.net/o-capitalismo-dos-inconsumiveis-big-techs-extrema-direita-e-a-morte-da-experiencia-humana/): Imagine um mundo onde você não é explorado e simplesmente não existe. Não para o mercado, não para os algoritmos, não para o sistema. Você é um 'inconsumível': alguém cuja vida, cujos desejos, cujas necessidades foram julgadas sem valor por máquinas que decidem quem merece crédito, emprego ou até mesmo atenção. Esse mundo não é ficção. É o capitalismo algorítmico, onde big techs, extrema direita e neopentecostalismo se unem para fabricar uma nova casta de excluídos. - [Não é só uma eleição: o Brasil escolhe entre soberania e entreguismo](https://dissidente.net/nao-e-so-uma-eleicao-o-brasil-escolhe-entre-soberania-e-entreguismo/): Às vésperas da eleição de outubro de 2026, o Brasil se encontra em uma encruzilhada que transcende a simples alternância de poder. O que está em jogo é a sobrevivência do pacto democrático de 1988 frente a uma elite que, historicamente, abdica do projeto de nação em troca de uma integração subordinada ao capital externo. - [Domingo de Ramos em Jerusalém: quando a política fecha o sagrado](https://dissidente.net/domingo-de-ramos-em-jerusalem-quando-a-politica-fecha-o-sagrado/): Neste Domingo de Ramos, a polícia israelense impediu o Cardeal Pierbattista Pizzaballa e o Custódio da Terra Santa de celebrar a Missa na Igreja do Santo Sepulcro. Um fato inédito em séculos que revela, para além do conflito no Oriente Médio, a perigosa cumplicidade entre escatologia religiosa e poder político. - [Cuba e o declínio do império americano](https://dissidente.net/cuba-e-o-declinio-do-imperio-americano/): Mais de seis décadas após a Revolução Cubana, a ilha segue sob pressão constante dos Estados Unidos. Em meio a sanções, disputas e estratégias de desestabilização, o caso cubano expõe menos a fragilidade de Havana e mais os sinais de um império que reage ao seu próprio declínio. - [A morte das humanidades: como a universidade brasileira se tornou uma escola de obediência](https://dissidente.net/a-morte-das-humanidades-como-a-universidade-brasileira-se-tornou-uma-escola-de-obediencia/): A universidade brasileira deixou de ser um espaço de formação crítica para se tornar uma linha de produção de sujeitos obedientes. Sobo argumento da ‘empregabilidade’ e da ‘eficiência’, as humanidades foram esvaziadas, a reflexão foi substituída pela técnica, e o que restou foi uma geração adestrada para o mercado e suscetível aos discursos autoritários que hoje ameaçam a democracia. - [Março de 1976](https://dissidente.net/marco-de-1976/): A história avançava sob a sombra das ditaduras, e eu, uma criança em Araraquara, vivia entre a escola, o futebol e o catecismo. Enquanto generais e torturadores escreviam com sangue as páginas da América Latina, minha vida se resumia a partidas de botão com Evandro Malara, as aulas no Antônio Joaquim de Carvalho e os gols imaginários no estádio municipal. Só mais tarde entenderia que, em tempos sombrios, a infância é um refugio. - [A mídia, o STF e o roteiro autoritário](https://dissidente.net/a-midia-o-stf-e-o-roteiro-autoritario/): O Supremo Tribunal Federal tornou-se o alvo de uma campanha orquestrada por setores da grande mídia, de políticos conservadores e de elites econômicas. As críticas desproporcionais ao órgão não são inocentes. Elas seguem um roteiro autoritário global, com paralelos claros nos Estados Unidos de Trump e na Hungria de Orbán: ataques às instituições, criação de crises artificiais, uso das redes digitais para amplificar versões e propostas de "reformas" que, na prática, visam capturar o Estado. - [O reverso da soberania: de 1947 aos "patriotas" de aluguel](https://dissidente.net/o-reverso-da-soberania-de-1947-aos-patriotas-de-aluguel/): A soberania, quando conveniente, é princípio sagrado. Quando inconveniente, é detalhe negociável. O Brasil de 2026 assiste, com estranha familiaridade, à repetição de um roteiro conhecido: os mesmos que, em 1947, justificaram a cassação do Partido Comunista em nome da nação, apelam hoje a uma potência estrangeira para interferir nos destinos do país. O reverso da soberania tem nome, endereço e partido. - [Ratinho, o Torquemada de botequim](https://dissidente.net/ratinho-o-torquemada-de-botequim/): Em um país onde a televisão há décadas transforma a miséria em espetáculo e a política em circo, não surpreende que um ex-feirante enriquecido, donatário de concessões públicas e pai de um governador, use seu programa para vomitar preconceitos contra minorias. O que espanta é a naturalidade com que a sociedade aceita que um bufão como Ratinho encarne o pior do homem médio brasileiro: ignorante, endinheirado e certo de que o dinheiro compra até o direito de definir quem é mulher. - [Habermas e o naufrágio da razão](https://dissidente.net/habermas-e-o-naufragio-da-razao/): A morte de Jürgen Habermas não encerra apenas a trajetória de um dos últimos grandes herdeiros da Escola de Frankfurt: ela expõe o esgotamento do projeto iluminista. Hoje, assistimos ao derruimento da esfera pública pela insensatez algorítmica, que substitui o diálogo pela manipulação e a razão pela fragmentação. - [A guerra dos algoritmos: do Oriente Médio às eleições brasileiras](https://dissidente.net/a-guerra-dos-algoritmos-do-oriente-medio-as-eleicoes-brasileiras/): Enquanto bombardeios devastam o Oriente Médio e algoritmos manipulam eleições no Brasil, a tecnologia se tornou o novo campo de batalha da política global. A captura da atenção e a desinformação programada estão redefinindo a democracia. A resistência exige mais do que leis: exige a reconquista dos commons digitais. - [8 de Março: o feminicídio como estratégia de controle social](https://dissidente.net/8-de-marco-o-feminicidio-como-estrategia-de-controle-social/): A luta pelo reconhecimento da plena autonomia feminina é uma batalha concreta. Ela se trava diariamente, em todos os espaços. Hoje, nas ruas, nas casas e nas redes digitais, há a naturalização do ódio e a desqualificação dos direitos humanos. Esse fenômeno é parte de um projeto de poder conservador e autoritário, que avança sobre as conquistas das mulheres e de toda a sociedade. - [O projeto da ignorância e a recorrência do golpe](https://dissidente.net/o-projeto-da-ignorancia-e-a-recorrencia-do-golpe/): De 1954 à Lava Jato, passando pelas atuais coberturas seletivas da mídia, a lógica é a mesma: desviar o foco da soberania nacional para manter o povo sitiado. A história é antiga, mas o desfecho agora, como antes, dependerá da nossa capacidade de enxergar a engrenagem que nos sabota. - [A ilusão do centro: lições de 2018 para 2026](https://dissidente.net/a-ilusao-do-centro-licoes-de-2018-para-2026/): Uma reflexão sobre o erro da neutralidade nas eleições de 2018 e as lições para enfrentar o bolsonarismo em 2026. - [Métricas do desprezo: como a lógica de plataforma está matando a escola pública](https://dissidente.net/metricas-do-desprezo-como-a-logica-de-plataforma-esta-matando-a-escola-publica/): A escola pública de São Paulo está sendo fatiada em dados. A obsessão por métricas e contratos tecnológicos está asfixiando o pensamento crítico e transformando jovens em meros 'inputs' de um sistema de controle. É quando o ensino deixa de ser o 'método da vida' para se tornar subproduto do Big Data. - [O Império da abstração: a realidade sob a lógica do capital e do algoritmo](https://dissidente.net/o-imperio-da-abstracao-a-realidade-sob-a-logica-do-capital-e-do-algoritmo/): Enquanto 12 bilionários concentram mais riqueza do que metade da humanidade, e algoritmos decidem o que é verdade para bilhões de pessoas, a guerra se torna o espetáculo preferido de uma civilização que trocou o mundo real pelas telas. - [Da "Fúria Épica" ao martírio real](https://dissidente.net/da-furia-epica-ao-martirio-real/): Entre o marketing da 'Fúria Épica' e o silêncio dos escombros em Gaza, o Oriente Médio assiste a uma nova e perigosa escalada. Enquanto Trump e Netanyahu reeditam táticas de desumanização sob o pretexto da segurança global, os registros históricos revelam um projeto de poder persistente. - [A cultura brasileira como eixo de soberania e soft power](https://dissidente.net/559-2/): Entrevista concedida à agência Sputnik Brasil sobre o momento singular da cultura brasileira no cenário internacional. Diante de um Carnaval recordista de público e do bom momento do cinema nacional, o debate foca em como o Brasil pode converter estética em soberania. - [A Casa Verde de Milei: o continente da insensatez](https://dissidente.net/a-casa-verde-de-milei-o-continente-da-insensatez/): O governo Milei tem sido marcado por uma queda histórica na utilização da capacidade industrial e uma reprimarização da economia que ignora os desafios do capitalismo de plataforma. - [Tecnofeudalismo e o apagamento da memória: a pedagogia da servidão](https://dissidente.net/tecnofeudalismo-e-o-apagamento-da-memoria-a-pedagogia-da-servidao/): Ao substituir o pensamento crítico pelo empreendedorismo neoliberal, governos como os de São Paulo, Paraná e Goiás não apenas alteram currículos, mas pavimentam o caminho para uma massa acrítica, governada por algoritmos e mitos digitais. - [Oliver Twist em Buenos Aires: o tecnofeudalismo e a agonia do bem-estar social](https://dissidente.net/oliver-twist-em-buenos-aires-o-tecnofeudalismo-e-a-agonia-do-bem-estar-social/): Enquanto os algoritmos aceleram a marcha do 'tecnofeudalismo', a Argentina de Javier Milei busca no passado a fórmula para o futuro do trabalho. Ao resgatar jornadas exaustivas e desmantelar redes de proteção social, a nova legislação portenha ignora as conquistas do século XX e faz ecoar as denúncias de Friedrich Engels em 1845: a transformação da vida humana em mera engrenagem descartável de uma guerra social. - [O Brasil barroco e a falácia do puritanismo importado](https://dissidente.net/o-brasil-barroco-e-a-falacia-do-puritanismo-importado/): Sob o pretexto de 'defesa da família' conservadora e cristã, setores neopentecostais tentam impor um adestramento moral que ignora cinco séculos de formação social brasileira. - [O tempo do samba e o tempo do poder](https://dissidente.net/o-tempo-do-samba-e-o-tempo-do-poder/): A controvérsia em torno do enredo da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que exaltou o presidente Luís Inácio Lula da Silva em ano eleitoral, aponta para algo mais profundo do que uma disputa jurídica sobre os limites da legislação ou um debate moral sobre o uso político do Carnaval. - [O PT e a viagem redonda: ascetismo, vantagem do atraso e os limites da falta de um projeto mudancista](https://dissidente.net/o-pt-e-a-viagem-redonda-ascetismo-vantagem-do-atraso-e-os-limites-da-falta-de-um-projeto-mudancista/): O Partido dos Trabalhadores nasceu prometendo romper com o atraso da política brasileira. Quatro décadas depois, sua trajetória revela um processo recorrente de acomodação estrutural ao sistema que prometeu transformar. Um projeto moderno, ascético e democratizante acabou reproduzindo o patrimonialismo que pretendia superar. O atraso passou a ser utilizado como vantagem para a manutenção no poder, num movimento que ajuda a explicar os limites do partido. - [O deserto e o grito: a morte dos lugares e a ascensão do ódio](https://dissidente.net/o-deserto-e-o-grito-a-morte-dos-lugares-e-a-ascensao-do-odio/): Ao perdermos o chão comum, perdemos a capacidade de distinguir a verdade da mentira, tornando-nos presas fáceis para narrativas que se alimentam do medo. No rastro dessa desolação, o bolsonarismo e seus pares globais surgem não como causas, mas como sintomas de uma sociedade que esqueceu como se encontrar. - [Julio De Vido, polarização e judicialização da política na Argentina contemporânea](https://dissidente.net/julio-de-vido-polarizacao-e-judicializacao-da-politica-na-argentina-contemporanea/): A situação de Julio De Vido ultrapassa o domínio das decisões judiciais e se insere num campo onde política, cultura institucional e distribuição de poder se entrelaçam. - [Desenvolvimento regional e a alma criativa do interior: entrevista a ‘Opinião Taquaritinga’](https://dissidente.net/desenvolvimento-regional-e-a-alma-criativa-do-interior-entrevista-a-opiniao-taquaritinga/): Reflexão sobre como a inovação local, a memória histórica e a articulação política podem responder aos desafios da desindustrialização, da dependência tecnológica e da fragmentação social - [A democracia atacada pela mentira e pelo fundamentalismo](https://dissidente.net/a-democracia-atacada-pela-mentira-e-pelo-fundamentalismo/): A democracia está sob ataque coordenado. De um lado, a mentira institucionalizada, blindada pela imunidade parlamentar e amplificada por algoritmos que lucram com o ódio. Do outro, o fundamentalismo religioso, que transformou o Congresso em trincheira de uma moral seletiva, subvertendo a laicidade do Estado e criminalizando direitos. - [Capitalismo de vigilância: como dados e algoritmos estão destruindo a democracia](https://dissidente.net/capitalismo-de-vigilancia-como-dados-e-algoritmos-estao-destruindo-a-democracia/): O capitalismo, hoje, se alimenta de dados, algoritmos e da capacidade de manipular comportamentos em escala global. - [O futebol, a política e a honra](https://dissidente.net/a-honra-nao-se-empenha/): O futebol, às vezes, guarda lições que a política insiste em esquecer. - [Trump e a decomposição da ordem global: crise interna e multipolaridade conflituosa](https://dissidente.net/trump-e-a-decomposicao-da-ordem-global-crise-interna-e-multipolaridade-conflituosa/): Donald Trump não apenas mudou a política externa dos EUA; ele rompeu com o princípio da autocontenção, inaugurando a era do “multilateralismo zumbi”. O resultado? Uma multipolaridade sem centro onde todos exploram os dividendos do caos. A ordem internacional construída após 1945 não está ruindo por um choque externo repentino, mas dissolve-se lentamente pela erosão […] - [A Liberdade como servidão: anatomia do populismo autoritário](https://dissidente.net/a-liberdade-como-servidao-anatomia-do-populismo-autoritario/): O avanço de lideranças iliberais nas Américas não é acidente, mas resultado de uma exploração sistemática das angústias coletivas. - [Londres 2005, Minneapolis 2026: A mesma guerra contra imigrantes](https://dissidente.net/de-londres-a-minneapolis-a-institucionalizacao-do-alvo-e-a-vigencia-da-tragedia-de-jean-charles/): O assassinato de uma mulher por agentes federais em Minneapolis, neste início de 2026, não é um evento isolado, mas o sintoma de uma engrenagem global. - [A loucura antes da ruína](https://dissidente.net/a-loucura-antes-da-ruina/): Antes do colapso das instituições, instala-se o delírio. O espetáculo digital e a corrosão das mediações públicas do real enfraquecem o julgamento democrático. Mais do que a perda de consensos, está em jogo a capacidade de disputar a realidade sem destruir o vínculo político. - [A dissolução do sólido na era da incerteza](https://dissidente.net/a-dissolucao-do-solido-na-era-da-incerteza/): Há algumas décadas, acreditávamos que o futuro seria feito de certezas: democracias consolidadas, fronteiras dissolvidas pelo comércio global e tecnologias que nos libertariam do trabalho alienante. Hoje, sabemos que o sólido não resistiu. O capital se tornou um jogo de especulação e dívidas, o trabalho virou algoritmos e tarefas precárias, e a política, um espetáculo de ressentimentos. - [O Estado e a Barbárie: o falso combate ao crime e o retorno do terror](https://dissidente.net/o-estado-e-a-barbarie-o-falso-combate-ao-crime-e-o-retorno-do-terror/): No Brasil de 2025, a pauta da segurança pública tornou-se o último refúgio de uma direita acuada. O termo “neutralização de criminosos”, usado por agentes públicos e reproduzido por parte da imprensa, serve de eufemismo para execuções extrajudiciais. - [Nelson Rodrigues e a tragédia brasileira da hipocrisia](https://dissidente.net/nelson-rodrigues-e-a-tragedia-brasileira-da-hipocrisia/): Nelson Rodrigues continua sendo um autor incômodo porque não cabe nos esquemas morais nem políticos do presente. Ele se dizia conservador, mas sua obra é uma denúncia implacável da família patriarcal, do moralismo religioso e da hipocrisia. - [O mundo que acabou e o vazio que deixamos crescer](https://dissidente.net/o-mundo-que-acabou-e-o-vazio-que-deixamos-crescer/): A crise da ordem internacional, a ascensão de novas potências e a fragilização das democracias não são fenômenos isolados, mas expressões de um mesmo desajuste profundo. Pensar esse tempo e o lugar do Brasil nele é uma tarefa urgente. - [O Estado moderno, a regressão dos privilégios e a batalha cultural da democracia](https://dissidente.net/o-estado-moderno-a-regressao-dos-privilegios-e-a-batalha-cultural-da-democracia/): A república e a democracia não são ornamentos institucionais dessa forma estatal. Elas radicalizam a ideia de que o destino comum deve ser deliberado por cidadãos livres e iguais. Onde há privilégios, há regressão política. ## Pages - [Blog](https://dissidente.net/blog/) - [O Dissidente](https://dissidente.net/): Dissidente é um espaço editorial dedicado à publicação de textos sobre política, economia, sociedade e cultura, elaborados a partir de uma perspectiva crítica. Reúne reflexões que não se conformam ao estado de coisas de uma sociedade cuja lógica dominante é a acumulação pela acumulação, frequentemente indiferente ao humano e ao próprio futuro da humanidade. A […] - [Entrevistas](https://dissidente.net/entrevistas/) - [Resenhas](https://dissidente.net/resenhas/) - [Ensaios](https://dissidente.net/ensaios/) - [Diário](https://dissidente.net/diario/) - [Contato](https://dissidente.net/contato/): O Dissidente é um espaço de reflexão crítica e intervenção intelectual. Comentários, sugestões, críticas fundamentadas e propostas de diálogo são bem-vindos, desde que formulados de maneira responsável e respeitosa. Para entrar em contato, escreva para:rogeriobaptistini@dissidente.net As mensagens serão lidas com atenção, mas não há compromisso de resposta individual a todas elas. - [Sobre](https://dissidente.net/sobre/): O Dissidente é um projeto editorial voltado à reflexão crítica sobre política, economia, sociedade e cultura. Ele nasce da recusa a aceitar como naturais as formas contemporâneas de organização social que subordinam a vida humana à lógica da acumulação, da eficiência abstrata e da repetição acrítica de ideias apresentadas como inevitáveis. Trata-se de um espaço […] ## Optional - [Agent (MCP protocol)](websites-agents.hostinger.com/dissidente.net/mcp) [comment]: # (Generated by Hostinger Tools Plugin)