Categoria Ensaios

8 de Março: o feminicídio como estratégia de controle social

A luta pelo reconhecimento da plena autonomia feminina é uma batalha concreta. Ela se trava diariamente, em todos os espaços. Hoje, nas ruas, nas casas e nas redes digitais, há a naturalização do ódio e a desqualificação dos direitos humanos. Esse fenômeno é parte de um projeto de poder conservador e autoritário, que avança sobre as conquistas das mulheres e de toda a sociedade.

O projeto da ignorância e a recorrência do golpe

De 1954 à Lava Jato, passando pelas atuais coberturas seletivas da mídia, a lógica é a mesma: desviar o foco da soberania nacional para manter o povo sitiado. A história é antiga, mas o desfecho agora, como antes, dependerá da nossa capacidade de enxergar a engrenagem que nos sabota.

Da “Fúria Épica” ao martírio real

Entre o marketing da 'Fúria Épica' e o silêncio dos escombros em Gaza, o Oriente Médio assiste a uma nova e perigosa escalada. Enquanto Trump e Netanyahu reeditam táticas de desumanização sob o pretexto da segurança global, os registros históricos revelam um projeto de poder persistente.

O tempo do samba e o tempo do poder

A controvérsia em torno do enredo da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que exaltou o presidente Luís Inácio Lula da Silva em ano eleitoral, aponta para algo mais profundo do que uma disputa jurídica sobre os limites da legislação ou um debate moral sobre o uso político do Carnaval.

O PT e a viagem redonda: ascetismo, vantagem do atraso e os limites da falta de um projeto mudancista

O Partido dos Trabalhadores nasceu prometendo romper com o atraso da política brasileira. Quatro décadas depois, sua trajetória revela um processo recorrente de acomodação estrutural ao sistema que prometeu transformar. Um projeto moderno, ascético e democratizante acabou reproduzindo o patrimonialismo que pretendia superar. O atraso passou a ser utilizado como vantagem para a manutenção no poder, num movimento que ajuda a explicar os limites do partido.