Ratinho, o Torquemada de botequim

Em um país onde a televisão há décadas transforma a miséria em espetáculo e a política em circo, não surpreende que um ex-feirante enriquecido, donatário de concessões públicas e pai de um governador, use seu programa para vomitar preconceitos contra minorias. O que espanta é a naturalidade com que a sociedade aceita que um bufão como Ratinho encarne o pior do homem médio brasileiro: ignorante, endinheirado e certo de que o dinheiro compra até o direito de definir quem é mulher.





