O jantar de Flávio Bolsonaro e a guerra contra o Estado social

Em um jantar discreto, Flávio Bolsonaro selou com banqueiros e gestores de investimento o destino que o mercado financeiro reserva ao Brasil: austeridade, cortes em direitos sociais e o desmonte do Estado como projeto de nação. Não foi um simples encontro, mas um ato de guerra contra o Estado social, repetindo a estratégia que, em 1954, levou Getúlio Vargas ao suicídio e, hoje, mira Lula e a Constituição de 1988.

A mídia corporativa e a desestabilização da democracia

A sabatina de Lula na Globo não foi jornalismo. Foi um ato político. Em 40 minutos de entrevista, 25 foram dedicados à corrupção. A mídia corporativa brasileira tem lado e sua estratégia é clara: associar, repetir e manchar. Enquanto a extrema-direita avança com discursos moralistas e sem propostas, a mídia insiste em pautar o debate pela indignação, alimentando o clima de escândalo que beneficia os inimigos da democracia.

O Brasil, a morte da laicidade e a captura do Estado

O Brasil é um Estado laico na teoria. Na prática, juízes evangélicos se organizam em associações como a Anamel, o STF abriga um ministro que admite "períodos de infelicidade" e o Legislativo é refém de bancadas que transformam a Bíblia em código de leis. A laicidade, um pilar da República, está morrendo. E o povo, mais uma vez, assiste a tudo bestializado.

Lula e a democracia amesquinhada em debates espetacularizados

Os debates entre candidatos não são mais um espaço de diálogo, mas um palco de espetacularização e desinformação. Em entrevista concedida ao site Terra, com trechos utilizados na matéria "Estratégia, peso da IA e imagem com indecisos: como especialistas veem Lula ir ou não aos debates", analisei como a ausência de Lula pode ser uma estratégia de resistência em um cenário onde a democracia é amesquinhada por adversários que não primam pela verdade.