Da liberdade negativa à positiva: o 1º de Maio e a pauta inacabada da modernidade

Direitos trabalhistas são direitos humanos. Essa afirmação, reconhecida pela ONU e pela OIT, tem raízes na Revolução Francesa e foi selada com sangue em Chicago, em 1886. Mas, se a igualdade perante a lei não vier acompanhada de igualdade material, ela é uma farsa. Neste 1º de Maio, o desafio é garantir que a liberdade não seja apenas a ausência de coação, mas a capacidade real de viver com dignidade.

O Senado, o STF e a fascistização da democracia brasileira

A rejeição do candidato indicado por Lula ao STF pelo Senado não foi uma derrota política: foi um ataque à democracia. Comemorações como 'gol' em plenário, sabatinas sem debate de mérito e a normalização da obstrução revelam a estratégia da extrema-direita para corroer as instituições por dentro. Norberto Bobbio chamaria este processo de fascistização da democracia. O Congresso vira trincheira e o adversário é tratado como inimigo a ser aniquilado.

No bar, a solidão e o fascismo: um relato sobre a morte do diálogo

O bar, espaço por excelência de encontros e ilusões festivas, transformou-se em espelho da barbárie cotidiana. Nele, a solidão não é apenas um sentimento, mas uma prisão; não pela ausência de pessoas, mas pela impossibilidade de diálogo, o primeiro passo para a morte do espaço público e a ascensão do fascismo que se esgueira pela vida real. Quando o chopp é pago antes do fim e a conversa se esvai em ódio fabricado, resta apenas a sensação de que tudo está perdido.

O São Paulo está linchando o próprio futuro

Jean Valjean foi perseguido por Javert por roubar um pão. Roger Machado é vaiado no Morumbi por aceitar um emprego. A diferença? Valjean tinha Victor Hugo para contar sua história. Roger tem apenas a fúria de uma torcida que, ao sacrificá-lo, está queimando o estádio por dentro.

Bourdieu, Han e o neoliberalismo cultural: a alienação como projeto

As universidades não formam cidadãos críticos. Em vez de questionar as desigualdades, ensinam a aceitá-las como "lei natural"; em vez de debater a exploração, vendem a ilusão de que 'você pode', desde que se esforce o suficiente. Mas o que parece um discurso de empoderamento é, na verdade, a face mais cruel do neoliberalismo: a transformação da alienação em projeto pedagógico.