1964 e 2026: o mesmo padrão de desestabilização

Em 1964, os adversários da soberania usaram a imprensa para difundir a ideia de um “perigo comunista” e justificar o golpe. Em 2026, os mesmos instrumentalizam uma citação histórica de Lula para criar instabilidade. A estratégia é antiga: manipular a opinião pública, desestabilizar o governo eleito e impor interesses externos. A democracia brasileira, mais uma vez, está sob ameaça.

A Argentina que Tarcísio não condecorou

Enquanto Tarcísio de Freitas estendia um tapete azul a Javier Milei no Palácio dos Bandeirantes, a Argentina verdadeira seguia de pé, resistindo à onda neoliberal que tenta apagar sua história de luta e soberania. A condecoração foi um ato de conivência com quem trata a democracia como obstáculo e a pátria alheia como moeda de troca.

A pátria não se vende

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, condecorou Javier Milei com a mais alta honraria do estado no mesmo dia em que o presidente argentino discursou na convenção que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência. Uma cena que resume, em poucas horas, a submissão de parte da elite brasileira a interesses estrangeiros.

A Geografia da alma e a luta da memória contra o esquecimento

O Brasil não é um erro. É um Mediterrâneo nos trópicos: luz, mistura, corpo, vida. A elite e a extrema-direita querem nos transformar em um Norte frio, puritano e opressor. A batalha pela alma do país é, como diz o personagem Mirek, de Kundera, a luta da memória contra o esquecimento. E nós, o povo, somos a memória que resiste.