O Brasil, a morte da laicidade e a captura do Estado

O Brasil é um Estado laico na teoria. Na prática, juízes evangélicos se organizam em associações como a Anamel, o STF abriga um ministro que admite "períodos de infelicidade" e o Legislativo é refém de bancadas que transformam a Bíblia em código de leis. A laicidade, um pilar da República, está morrendo. E o povo, mais uma vez, assiste a tudo bestializado.

Lula e a democracia amesquinhada em debates espetacularizados

Os debates entre candidatos não são mais um espaço de diálogo, mas um palco de espetacularização e desinformação. Em entrevista concedida ao site Terra, com trechos utilizados na matéria "Estratégia, peso da IA e imagem com indecisos: como especialistas veem Lula ir ou não aos debates", analisei como a ausência de Lula pode ser uma estratégia de resistência em um cenário onde a democracia é amesquinhada por adversários que não primam pela verdade.

Futebol, política e estereótipos: a Argentina da resistência popular

A Argentina é frequentemente retratada como um país soberbo, mas essa visão esconde uma rica história de resistência popular contra a imposição de modelos alheios. Em entrevista à BBC Brasil, tentei desmontar o estereótipo, mostrando como o futebol, a política e a cultura argentina desafiam a ordem estabelecida. De Maradona a Milei, do potrero ao tango, a Argentina é um laboratório de tensões entre elite e povo, civilização e barbárie. Confira a entrevista completa, sem edições, e entenda por que a Argentina incomoda tanto.

As eleições, o Supremo Tribunal e a ameaça autoritária

A democracia brasileira está em xeque. A extrema direita avança com uma estratégia para ganhar o Senado, cassar ministros do STF e aparelhar o Judiciário. Com 20% da Corte já sob controle — como admitiu Bolsonaro ao se referir a Mendonça e Nunes Marques —, o plano é enfraquecer as instituições, blindar aliados e usar o Direito como arma política. Sem um freio forte, o Estado de Direito pode virar história.

A eleição presidencial e a batalha entre democracia e fascismo no Brasil

A eleição de 2026 no Brasil é uma batalha civilizatória entre democracia e fascismo, entre soberania e submissão ao capital financeiro global. Enquanto o governo petista defende a diversificação de parcerias (BRICS, China) e a redistribuição de riqueza, a extrema-direita busca desestabilizar o país para recolocá-lo sob o controle de um sistema que não pode realizar suas promessas sem destruir a si mesmo.