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Mídia e judiciário no processo de desestabilização da democracia brasileira

Enquanto a Constituição de 1988, a "Constituição Cidadã", completa mais de três décadas como pilar da democracia brasileira, setores reacionários intensificam sua investida para desestabilizá-la. Com estratégias que incluem lawfare, vazamentos seletivos e a instrumentalização política do Judiciário, a democracia brasileira enfrenta uma erosão silenciosa. Em meio a um cenário de manipulação midiática, o país assiste à ascensão de um projeto autoritário que ameaça as conquistas sociais e os direitos fundamentais.

Capital financeiro e eleições brasileiras: o povo na linha de tiro

O capitalismo financeiro não tem mais onde se esconder. Com pilhas de capital acumulado e sem realização na economia real, o sistema precisa destruir para reiniciar seu ciclo de acumulação. Nas eleições de 2026, o povo brasileiro está na linha de tiro entre a precarização do trabalho, a concentração de riqueza e o autoritarismo que sempre volta para garantir os privilégios dos rentistas. A democracia e os direitos sociais, mais uma vez, sob ataque.

O jantar de Flávio Bolsonaro e a guerra contra o Estado social

Em um jantar discreto, Flávio Bolsonaro selou com banqueiros e gestores de investimento o destino que o mercado financeiro reserva ao Brasil: austeridade, cortes em direitos sociais e o desmonte do Estado como projeto de nação. Não foi um simples encontro, mas um ato de guerra contra o Estado social, repetindo a estratégia que, em 1954, levou Getúlio Vargas ao suicídio e, hoje, mira Lula e a Constituição de 1988.

A mídia corporativa e a desestabilização da democracia

A sabatina de Lula na Globo não foi jornalismo. Foi um ato político. Em 40 minutos de entrevista, 25 foram dedicados à corrupção. A mídia corporativa brasileira tem lado e sua estratégia é clara: associar, repetir e manchar. Enquanto a extrema-direita avança com discursos moralistas e sem propostas, a mídia insiste em pautar o debate pela indignação, alimentando o clima de escândalo que beneficia os inimigos da democracia.

Lula e a democracia amesquinhada em debates espetacularizados

Os debates entre candidatos não são mais um espaço de diálogo, mas um palco de espetacularização e desinformação. Em entrevista concedida ao site Terra, com trechos utilizados na matéria "Estratégia, peso da IA e imagem com indecisos: como especialistas veem Lula ir ou não aos debates", analisei como a ausência de Lula pode ser uma estratégia de resistência em um cenário onde a democracia é amesquinhada por adversários que não primam pela verdade.

As eleições, o Supremo Tribunal e a ameaça autoritária

A democracia brasileira está em xeque. A extrema direita avança com uma estratégia para ganhar o Senado, cassar ministros do STF e aparelhar o Judiciário. Com 20% da Corte já sob controle — como admitiu Bolsonaro ao se referir a Mendonça e Nunes Marques —, o plano é enfraquecer as instituições, blindar aliados e usar o Direito como arma política. Sem um freio forte, o Estado de Direito pode virar história.

A eleição presidencial e a batalha entre democracia e fascismo no Brasil

A eleição de 2026 no Brasil é uma batalha civilizatória entre democracia e fascismo, entre soberania e submissão ao capital financeiro global. Enquanto o governo petista defende a diversificação de parcerias (BRICS, China) e a redistribuição de riqueza, a extrema-direita busca desestabilizar o país para recolocá-lo sob o controle de um sistema que não pode realizar suas promessas sem destruir a si mesmo.