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As eleições, o Supremo Tribunal e a ameaça autoritária

A democracia brasileira está em xeque. A extrema direita avança com uma estratégia para ganhar o Senado, cassar ministros do STF e aparelhar o Judiciário. Com 20% da Corte já sob controle — como admitiu Bolsonaro ao se referir a Mendonça e Nunes Marques —, o plano é enfraquecer as instituições, blindar aliados e usar o Direito como arma política. Sem um freio forte, o Estado de Direito pode virar história.

A eleição presidencial e a batalha entre democracia e fascismo no Brasil

A eleição de 2026 no Brasil é uma batalha civilizatória entre democracia e fascismo, entre soberania e submissão ao capital financeiro global. Enquanto o governo petista defende a diversificação de parcerias (BRICS, China) e a redistribuição de riqueza, a extrema-direita busca desestabilizar o país para recolocá-lo sob o controle de um sistema que não pode realizar suas promessas sem destruir a si mesmo.

1964 e 2026: o mesmo padrão de desestabilização

Em 1964, os adversários da soberania usaram a imprensa para difundir a ideia de um “perigo comunista” e justificar o golpe. Em 2026, os mesmos instrumentalizam uma citação histórica de Lula para criar instabilidade. A estratégia é antiga: manipular a opinião pública, desestabilizar o governo eleito e impor interesses externos. A democracia brasileira, mais uma vez, está sob ameaça.

A Argentina que Tarcísio não condecorou

Enquanto Tarcísio de Freitas estendia um tapete azul a Javier Milei no Palácio dos Bandeirantes, a Argentina verdadeira seguia de pé, resistindo à onda neoliberal que tenta apagar sua história de luta e soberania. A condecoração foi um ato de conivência com quem trata a democracia como obstáculo e a pátria alheia como moeda de troca.

A pátria não se vende

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, condecorou Javier Milei com a mais alta honraria do estado no mesmo dia em que o presidente argentino discursou na convenção que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência. Uma cena que resume, em poucas horas, a submissão de parte da elite brasileira a interesses estrangeiros.

Lula, Messias e o custo da representatividade religiosa no STF

No dia 29 de maio, durante uma agenda oficial em Sergipe, o presidente Lula anunciou a intenção de reindicar Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Nexo Jornal, analisei os riscos dessa escolha: desde o reforço à lógica da representatividade religiosa em um Estado laico até o desgaste político frente a um Senado hostil.

A Novilíngua do Grande Irmão do Norte

George Orwell imaginou um mundo governado pela mentira organizada. Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força. A América Latina corre o risco de se tornar esse lugar: uma sombra projetada por uma potência em crise que, incapaz de liderar pelo exemplo, recorre à manipulação, à Novilíngua e aos seus capatazes locais para segurar o que já não se sustenta.